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Quem é Glau Simione

Foto do escritor: Glauce Simione Bongiorno
Glauce Simione Bongiorno
12 de jun.
2 min de leitura


Capítulo 1: As caixas de sapato e a sola de sapato

Para começar a contar a história do nosso estúdio, eu preciso voltar no tempo. Mais precisamente, há quatro décadas, quando nasci em São Bernardo do Campo.

Tive uma infância boa, daquelas vividas em frente a uma linda praça cheia de árvores e com três quadras que eu transformava no meu quintal. Foi ali que o meu olhar começou a se moldar. A fotografia sempre esteve por perto, talvez pelo incentivo da minha avó materna ou de uma tia que também vivia com a máquina na mão, registrando cada momento da família.

Aquelas caixas de sapato cheias de fotos reveladas sempre me fascinaram. Para mim, elas não guardavam apenas papéis, mas pedaços de histórias e momentos vividos. Conforme fui crescendo, percebi que na escola eu também sempre dava um jeito de ter uma máquina por perto — algo que só notei hoje, olhando para trás. Sempre achei vital registrar momentos e ter histórias eternizadas no papel.

A vida adulta e a "maior furada da minha vida"

Mas a vida adulta chega, e com ela a necessidade de trabalhar e estudar. Segui por caminhos e histórias que, aos poucos, vou contando por aqui.

Tudo mudou de rumo após uma viagem internacional, que hoje posso resumir como a maior furada da minha vida! Aquela experiência me fez sentir que eu precisava buscar uma formação sólida. Foi assim que decidi focar em Administração.

Fiz o curso entre trancos e barrancos. No primeiro ano da faculdade, consegui um emprego em uma empresa onde eu praticamente "pagava para trabalhar". Mas era um começo. Eu sabia que poderia ir longe, mas precisava dar o primeiro passo. E confesso: passar períodos sem comer e não ter dinheiro para ir de carro até os clientes — gastando muita sola de sapato mesmo — deu certo.

O mundo corporativo e a virada de chave

A persistência funcionou. Anos depois, eu estava trabalhando em uma grande multinacional do ramo farmacêutico. Eu amava o que fazia e o ambiente, até o dia em que notei que, para continuar crescendo ali dentro, o preço cobrado era alto demais e insalubre.

Eu precisava mudar. E o que eu fiz a partir daí? Bom, isso eu conto para você no próximo capítulo...



 
 
 

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